1480_PT.html

Avaliação do Business Intelligence em empresas de telecomunicações

Breno Brand Fernandes

brenobfernandes@gmail.com

TemboSocial Inc, Toronto, Canadá

Priscilla Cristina Cabral Ribeiro

priscillaribeiro@id.uff.br

Universidade Federal Fluminense – UFF, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil

Helder Gomes Costa

heldergc@id.uff.br

Universidade Federal Fluminense – UFF, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil


RESUMO

Destaques: A maior parte das empresas tem problemas com o alto volume de dados, falta de informação, conhecimento e relatórios insuficientes. A Business Intelligence (BI) possibilita às companhias encontrarem padrões e relações entre dados aparentemente independentes e desconectados; A avaliação do sucesso ou efetividade de sistemas de informação é fundamental para investimentos nestas tecnologias; Apesar dos avanços já alcançados por estudos avaliativos, ainda existe uma lacuna quanto a modelos de avaliação dedicados à BI.

Objetivo: Propor e aplicar um modelo para avaliar a BI em empresas do setor de telecomunicações, por meio de atributos de avaliação de TI.

Desenho/Metodologia/Abordagem: Para a construção da pesquisa, foi realizado um alinhamento entre revisão de literatura e pesquisa de campo. O método utilizado foi o de estudo de caso múltiplo, de abordagem qualitativa, utilizando as entrevistas semiestruturadas como técnica de coleta de dados, as quais foram direcionadas a gestores de TI e a usuários do sistema.

Resultados: Algumas das principais vantagens, desvantagens e aspectos para a obtenção do sucesso da BI foram identificadas na literatura e estão alinhadas com a pesquisa de campo. Descobriu-se que as motivações e pressões para implantar a BI relacionam-se, principalmente, ao alinhamento do planejamento estratégico da organização com os benefícios da BI.

Limitações da investigação: Nem todos os atributos de hardware podem ser aplicados em processos de avaliação de um software, assim como alguns não são apropriados ao setor de serviços; assim, a proposta deste trabalho foca nos atributos de avaliação de software.

Implicações práticas: Na perspectiva gerencial, este artigo contribui propondo um novo conjunto de atributos-chave para a avaliação da BI após implantada em empresas, que não necessariamente estejam no setor de telecomunicações.

Originalidade/valor: Apesar do crescimento da adoção da BI, há uma lacuna a ser preenchida quanto a modelos para a avaliação desta tecnologia. Este tipo de modelo é crucial para se entender porque uma ferramenta com tantas vantagens ainda é alvo de dificuldades de implantação e uso no setor de telecomunicações. Assim, este trabalho fornece um conjunto de atributos de avaliação, sustentados pela literatura, que podem subsidiar o desenvolvimento de novos estudos avaliativos, não restritos à área de TI.

Palavras-chave: Avaliação; Modelo; Business Intelligence; Telecomunicação.


1 INTRODUÇÃO

A maior parte das empresas tem problemas com o alto volume de dados, falta de informação, conhecimento e relatórios insuficientes (Farrokhi, 2012; Gandomi et Haider, 2014; Alpar et al., 2015). Enquanto isso, os executivos preferem trabalhar com informações integradas e singulares, em lugar de um número maior de relatórios oriundos de diferentes sistemas de informação (Ferreira et Kuniyoshi, 2015). No caso de pequenas e médias empresas (PME), o empresário ou executivo precisa conhecer o impacto que uma gestão adequada da informação pode ter no desempenho da organização (Sanchez Limón et De la Garza Cárdenas, 2018). Isso permite que se tenha uma competição em melhores condições ao propiciar redução de custos, aumento da qualidade, menores prazos de entrega, diversificação de produtos e melhor serviço pós-venda (Leal Morantes et al., 2018).

Neste contexto, surge a inteligência de negócio (Business Intelligence – BI) como ferramenta de integração, transformação, interpretação e visualização destes dados (Duan et Xu, 2012; Chen et al., 2012). A BI possibilita às companhias encontrarem padrões e relação em dados aparentemente independentes e desconectados. Isto permite que haja novas respostas às necessidades da organização e criação de informações fundamentais para a tomada de decisão (Kowalczyk et al., 2013; Chaudhuri et al., 2011).

Para reduzir os riscos dos investimentos em tecnologia da informação (TI) relacionados à falta de alinhamento entre a tecnologia e as estratégias do negócio, é necessária uma política efetiva de avaliação ou um conjunto de diretrizes que acompanhem estes investimentos (Lönnqvist et Pirttimäki, 2006; Ribeiro, 2010). Para Delone et McLean (2003), a avaliação do sucesso ou efetividade de sistemas de informação é fundamental para investimentos nestas tecnologias.

Diante disso, a questão principal da pesquisa é: como avaliar a BI em empresas do setor de telecomunicações? Essa questão central se desdobra nas seguintes questões secundárias: quais são as vantagens e desvantagens da BI?; quais são as pressões e motivações para a implantação da BI?

Apesar dos avanços já alcançados com os estudos desenvolvidos, ainda existe uma lacuna relacionada a modelos dedicados, especificamente, quanto à avaliação da BI (Popovič et al., 2014; Bole et al., 2015). Pelo exposto, o objetivo geral deste trabalho é propor e aplicar um modelo para avaliar a BI em empresas do setor de telecomunicação por meio de atributos de avaliação de TI. A sua contribuição está no preenchimento desta lacuna, propondo uma modelagem para a avaliação da BI.

2 METODOLOGIA

As etapas metodológicas da pesquisa foram estruturadas e organizadas objetivando alcançar a resposta à questão principal da pesquisa que, por sua vez, foi alcançada ao se obter as respostas às questões secundárias. Estas foram obtidas mediante o desenvolvimento das ações descritas na Figura 1.

Figura 1. Questões secundárias de pesquisa e as ações efetuadas para respondê-las

Figure1

Fonte: Elaboração dos autores

Para responder à questão principal de pesquisa foram utilizados os artigos encontrados na revisão biliográfica e na pesquisa exploratória, que foram organizados em dois grupos: avaliação de TI e avaliação de BI. O primeiro grupo foi dividido em duas perspectivas, a financeira e os modelos de avaliação mais complexos. Na primeira, foram encontradas as contribuições para a construção do modelo, como se verá adiante. Na segunda perspectiva, as contribuições advieram de dois estudos de DeLone et McLean (1992; 2003) - que apresentam alto número de citações nos principais journals de TI (11.654 e 9.654 citações até agosto de 2018, no Google Acadêmico, respectivamente) -, dos quais foram extraídas a maioria dos subatributos (dos 39 citados aqui, 23 foram levantados por eles).

No segundo grupo, avaliação de BI, foi utilizado outro conjunto de autores. Dentre os consultados, foram selecionados os principais, após a leitura das suas publicações, a análise de suas contribuições e a verificação da sua pertinência à pesquisa (Figura 4). Para a organização das variáveis, o método proposto por Ribeiro (2010) foi utilizado com o objetivo de organizar as contribuições em atributos e subatributos e a área de atuação (TI ou BI). As respostas da questão principal estão apresentadas nas Figuras 9 e 10.

Quanto à pesquisa de campo, o roteiro de perguntas semiestruturado foi utilizado para responder as questões da Figura 1. A escala para resposta destas perguntas foi a Likert, de 1 a 5 associada a ele para a classificação (1 = muito baixa; 2 = baixa; 3 = regular; 4 = alta; 5 = muito alta). Na Figura 9 estão apresentadas as pontuações dos entrevistados e o somatório detas, na última coluna. Assim, tem-se a avaliação da BI pelos respondentes, por meio das perguntas fechadas. Na Figura 10 optou-se por analisar a BI pela frequência das pontuações, a fim de se concluir se ela obteve uma avaliação positiva (maior número de respostas 4 e 5), mediana (maior número de respostas 3) ou se precisa melhorar (maior número de respostas 1 e 2).

Após a coleta de dados do questionário, no atributo Qualidade do Sistema, os subatributos Complexidade e Integração tiveram suas escalas invertidas, pois, diferente de todos os outros subatributos, quanto maior o peso dado na resposta, mais negativamente a resposta impacta na avaliação da BI. A fim de triangular informações registradas, foi adotado o seguinte critério para as respostas dos entrevistados de uma mesma organização: as respostas dos entrevistados (as pontuações de 1 a 5) dadas a um mesmo subatributo foram subtraídas uma das outras; os resultados superiores a |1| foram consideradas como respostas divergentes.

3 DESENVOLVIMENTO E RESULTADOS

Neste item serão apresentados a revisão de literatura e os resultados da pesquisa.

3.1 Revisão de literatura

A revisão da literatura foi efetuada para se obter respostas para as questões que constam na Figura 1. O processo adotado para a revisão de literatura tomou por base o artigo de de Carvalho Pereira et al. (2017) (com alguns passos independentes do modelo utilizado pelos autores). As bases utilizadas para a pesquisa foram artigos indexados nas bases de dados Web of Science (ISI) e Scopus, resultando em um conjunto de 85 artigos. O próximo passo consistiu na verificação manual de títulos e resumos para a verificação da aderência dos artigos selecionados ao tema. O ponto de partida para a revisão da literatura é uma amostra com 57 artigos que serviram de base para a construção do modelo, pois após os filtros, foram recolocados na amostra, devido à aderência por tema, alguns artigos que foram excluídos no processo de filtragem. A partir desse levantamento, alguns pontos foram levantados para esta revisão, como as vantagens apresentadas na Figura 2.

Figura 2. Vantagens da BI

Figure2

Fonte: Elaboração dos autores

Apesar de a adoção da BI e seu conjunto de técnicas trazer uma série de vantagens, conforme citado anteriormente, existe o risco tanto para a adoção quanto para a não adoção de BI. Em qualquer investimento relevante, alguns pontos devem ser observados, como: possibilidade de retorno antecipado e impactos na competitividade; impacto da adoção nos processos internos da organização; custo de oportunidade em outros investimentos; e a possibilidade de a nova ferramenta inutilizar parcialmente ou totalmente outro investimento (Isaca, 2014). A partir dos textos analisados nesta pesquisa construiu-se a Figura 3, que resume as desvantagens da BI.

Figura 3. Desvantagens da BI

Figure3

Fonte: Elaboração dos autores

A revisão da literatura também buscou identificar as caracterísiticas que um modelo de avaliação de BI deve ter. A Figura 4 sintetiza os resultados desta busca.

Figura 4. Atributos e subatributos para avaliação da BI e da TI

Figure4 Figure4

Fonte: Elaboração dos autores

3.2 Pesquisa de campo

A pesquisa de campo teve como meta avaliar a adoção da BI em empresas brasileiras atuantes no setor de telecomunicações do Brasil.

3.2.1 Amostra

Para a coleta e análise de dados, foram realizadas entrevistas semiestruturadas em empresas atuantes no setor de telecomunicações no Brasil. Os dados foram coletados por meio de um instrumento de pesquisa que se constitui em um roteiro de perguntas abertas e fechadas. A escala para resposta destas perguntas foi a Likert, que é simétrica e balanceada, permitindo por meio de cinco "áreas de atitude" medir o grau de concordância com a questão apresentada ao respondente (Likert, 1932). A escala foi de 1 a 5, sendo 1 = muito baixo; 2 = baixo; 3 = médio; 4 = alto; 5 = muito alto. As unidades de análises foram três empresas, cujas características estão resumidas na Figura 5.

Figura 5. Características das empresas investigadas

Figure5

Fonte: Elaboração dos autores. Legenda: NR = não respondido

Em cada organização a ser pesquisada foram escolhidos dois colaboradores, visando contemplar as duas perspectivas visualizadas pela BI: a técnica, composta pelo conjunto de ferramentas de TI que a compõe, representada pelo gestor de TI, o fornecedor; e a da gestão, que visualiza todos os benefícios que a BI traz à organização, representada pelo gestor da organização, que é o usuário das informações extraídas do sistema (Pirttimäki et al., 2006). As características dos entrevistados estão resumidas na Figura 6.

Figura 6. Perfil dos entrevistados

Figure6

Fonte: Elaboração dos autores.

3.2.2 Análise dos resultados – perguntas abertas

Em uma primeira etapa da pesquisa de campo, três perguntas abertas foram feitas aos entrevistados: (a) Na sua percepção quais foram as vantagens de adoção da BI?; (b) Na sua percepção quais foram as desvantagens da aplicação da BI?; (c) Na sua percepção, quais foram as principais pressões e motivações para a implantação da BI na sua organização?

A Figura 7 apresenta uma compilação das respostas dadas pelos entrevistados, comparando-as às vantagens (presentes na Figura 2) e desvantagens reportadas na literatura (presentes na Figura 3), considerando as perguntas a e b.

Figura 7. Vantagens e desvantagens percebidas pelas empresas x reportadas na literatura

Figure7

Fonte: Elaboração dos autores. Obs. Vantagens e desvantagens listadas nas Figuras 2 e 3

Ao analisar a Figura 7 observa-se que:

  • Em relação às vantagens da BI, somente três das encontradas na literatura foram alinhadas com todos os estudos de caso,
  • Somente a empresa A observou, com exceção da padronização, todas as vantagens encontradas na literatura em sua operação;
  • Nas desvantagens, somente aquelas relacionadas ao treinamento e ao arquivamento de relatórios encontradas na literatura foram observadas no campo.

O último aspecto levantado como uma desvantagem na Figura 3 (Dificuldade por parte dos usuários dos sistemas de BI em lidar com uma grande quantidade de informação, e o arquivamento destes relatórios por limitação física) foi visto como uma motivação para as empresas adotarem a BI. Como solução, a empresa “B”, desenhou um procedimento próprio para gerar relatórios que atendessem às demandas da organização. Um dos problemas identificados pela literatura é a limitação física para arquivamento de relatórios (Schulz et al., 2015). Nessa perspectiva, Alpar et al. (2015) sugerem como solução deste problema a reutilização e o compartilhamento de relatórios entre as áreas da organização, práticas adotadas pelas três empresas estudadas aqui.

A Figura 8 apresenta a compilação das respostas da pergunta (c) - “Na sua percepção, quais foram as principais pressões e motivações para a implantação da BI na sua organização?”- e a comparação com os resultados encontrados na revisão da literatura. Pelo porte da empresa A, a pressão por sobreviver não a influenciou na escolha por implantar a BI.

Figura 8. Motivações para implantar a BI

Figure8

Fonte: Elaboração dos autores

3.2.3 Análise dos resultados – perguntas fechadas

A seguir são analisadas as respostas obtidas por meio do questionário de perguntas fechadas, com base no confronto de respostas do gestor de TI e do usuário do sistema. Ressalta-se que a letra “G” foi utilizada para indicar as respostas do gestor, enquanto a letra “U” indicam as do usuário.

Na Figura 9, observa-se que as respostas (pontuações/avaliações) dos usuários e gestores de TI foram pouco divergentes, embora haja muitas pontuações diferentes na maioria dos atributos. Isso ocorre devido à pluralidade de perfis de uso, pois, dentre o grupo de usuários tem-se economistas, publicitários, suporte técnico e gestores de TI. As experiências prévias podem ocasionar essas pontuações diferentes, pois observou-se que a maior parte das divergências ocorreu por falta de conhecimento técnico por parte dos usuários, o que afetou outras questões, como a facilidade de aprendizado, intenção de uso, uso voluntário.

Figura 9. Dados coletados em campo: pontuações dadas pelos entrevistados na avaliação da BI

Figure9

Fonte: Elaboração dos autores. Legenda: G = Gestor de TI; U = Usuário

Segundo Moore et Benbasat (1991), o atributo de uso voluntário está ligado à qualidade percebida pelo usuário. Desta forma, como o usuário identificou certa dificuldade na criação de relatórios, conforme relatado nas perguntas abertas, ele se afastou do sistema, impactando, portanto, o seu uso voluntário.

O subatributo complexidade teve a menor pontuação acumulada, 16 pontos. Geralmente este subatributo está ligado a maior ou menor facilidade de uso. O nível de acesso, a princípio, se demonstra como uma característica específica da empresa “B”, que a pontuou negativamente, e é um atributo importante para o sucesso da BI, segundo Işik et al. (2013). Com a extensão do uso da BI - da esfera estratégica para também a operacional, a quantidade de relatórios teve crescimento expressivo. Alpar et al. (2015) sugerem como solução para este problema a reutilização e compartilhamento de relatórios entre áreas da organização. Todas as empresas dos estudos de caso arquivam e reutilizam ou compartilham seus relatórios entre as áreas da organização, assim como sugere a literatura.

O subatributo melhores resultados recebeu a maior pontuação acumulada, 29 pontos, seguido pelo grau de atualização e pela precisão, com 28 pontos cada. Pode-se afirmar que, via de regra, os benefícios da BI extraídos da pesquisa de campo estão alinhados com a literatura.

Ao mesmo tempo que a Figura 9 demonstra os dados coletados em campo sob uma perspectiva horizontal, ao transformar os dados em perspectiva de frequência, observados na Figura 10, de maneira vertical, se torna crível afirmar que 80% das respostas tiveram pontuação positiva, de 4 e 5. Observa-se que 50% das respostas obtidas foram concentradas na pontuação 4 (alta) e 30% de pontuação 5 (muito alta). Ao analisar a BI, pela escala apresentada, assume-se que a BI teve uma avaliação acima da média nas três empresas estudadas, apesar das desvantagens identificadas.

Figura 10. Dados dos estudos de caso em perspectiva de frequência

Figure10

Fonte: Elaboração dos autores

4 CONCLUSÃO

Verificou-se que as vantagens e benefícios da BI, relatadas na literatura como chave para a sua avaliação, foram confirmadas pelos participantes dos estudos de caso. A BI é reconhecidamente uma ferramenta estratégica que centraliza informações em tempo real (informações atualizadas), sob diversas perspectivas, garantindo um melhor entendimento da organização, o que resulta em decisões de maior qualidade e rapidez. Estas informações são normalmente apresentadas por meio de relatórios com indicadores e dashboards que facilitam sua interpretação.

Em relação às desvantagens, o conceito de BI 2.0, uma tendência segundo a literatura científica, foi pouco identificado na prática. Apenas uma das organizações demonstrou, em algum aspecto, a existência de interação entre empresa, fornecedores e clientes em um mesmo sistema de BI. E mesmo quando identificado, houve divergência entre os entrevistados sobre a sua funcionalidade. A outra desvantagem encontrada foi a dificuldade de selecionar qual relatório utilizar para a tomada de decisão, dada a alta quantidade de informação disponível pela BI. Como saída para este problema, uma das organizações criou um procedimento próprio para a criação e seleção de relatórios. A complexidade de uso da BI, que também se destacou nesta pesquisa, faz com que outros aspectos, como a facilidade de uso e o seu uso voluntário, sejam prejudicados, resultando em outra perspectiva negativa da BI. Esse cenário sugere maior atenção quanto ao processo de treinamento de usuários e de gestores de modo que essa perspectiva negativa seja diminuída e não afete a experiência de uso.

Com a descentralização de dados dentro das organizações, a geração de relatórios com informações em tempo real surge como a principal motivação para a implantação da BI. A integração de dados em um sistema é muito importante, pois além de conceder qualidade na tomada de decisão, reduz custos e tempo antes direcionados ao esforço de criar manualmente relatórios que integrassem diversos dados. Este alto volume de dados, a falta de informação em tempo hábil e relatórios insuficientes são elementos que agem como forças que pressionam para a adoção da BI. Outra força que pressiona para a implantação da BI é o alinhamento estratégico da organização, com investimentos em tecnologia em prol da evolução e sobrevivência da organização.

Diversos requisitos foram verificados como determinantes para o sucesso da BI, tais como: a experiência prévia com o processo decisório analítico que a organização deve ter; identificar se existe alinhamento entre os benefícios que a BI vai oferecer à organização no seu planejamento estratégico; apoio da diretoria; e a figura de um líder na organização que faça a comunicação entre a parte técnica da BI e os demais departamentos da organização.

De acordo com os estudos de caso, mesmo sem métricas financeiras, ou seja, sem fazer um estudo financeiro de retorno sobre o investimento na BI, a sua viabilidade através de conceitos intangíveis é suficiente para a tomada de decisão de implantá-la. O aumento de valor da organização em razão da BI é suficiente para se optar por sua implantação. Desta forma, torna-se crítico visualizar que os benefícios da BI estejam alinhados com o planejamento estratégico da organização. A implantação realizada em cada uma das três empresas investigadas teve sucesso, apesar de ter sido realizada a partir de um projeto pouco estruturado. Esse dado sugere que a sua implantação não necessariamente demande um projeto complexo, o que se justifica pelo baixo nível de complexidade da implantação de um sistema desse tipo, que imprime maior trabalho na fase de unificação dos dados de diversas fontes.

Para estudos futuros, sugere-se que seja realizado um survey estruturado envolvendo especialistas de TI, preferencialmente gestores, que fizeram parte do processo de implantação da BI em empresas de tecnologia.

A pesquisa propõe avaliar a TI, na medida em que os investimentos nesta área em empresas privadas e públicas podem ser superestimados ou subestimados, caso não se avalie o produto a que se destina os recursos das instituições e sociedade.

Por meio da revisão de literatura, outros pesquisadores podem se fundamentar para o desenvolvimento de seus estudos. O conjunto de atributos identificado nas pesquisas dos principais autores de modelos de avaliação de tecnologias e sistemas de informação possibilita que os leitores entendam e possam replicar esta proposta ou desenvolver uma com base nas informações disponibilizadas aqui. Ademais, a modelagem apresentada aqui pode contribuir para a construção de outros modelos de avaliação não destinados somente a TI.


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Recebido: 15 nov. 2018

Aprovado: 07 jan. 2019

DOI: 10.20985/1980-5160.2019.v14n1.1480

Como citar: Fernandes, B. B.; Ribeiro, P. C. C.; Costa, H. G. (2019), “Avaliação do Business Intelligence em empresas de telecomunicações”, Sistemas & Gestão, Vol. 14, N. 1, pp. 64-76, disponível em: http://www.revistasg.uff.br/index.php/sg/article/view/1480 (acesso dia mês abreviado. ano).



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