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A importância do gerenciamento de resíduos perigosos em uma universidade: estudo de caso dos laboratórios de ensino e pesquisa

Beatriz Antoniassi1, Mariana Cristina Kempa da Silva1

1 Universidade Sagrado Coração (USC)


RESUMO

Com a oferta de novos cursos na Universidade do Sagrado Coração (USC) na cidade de Bauru-SP, houve um aumento dos resíduos químicos e/ou perigosos gerados nos laboratórios de ensino e pesquisa, surgindo assim, a necessidade de gerenciar de forma eficaz os mesmos, visando atender à legislação existente, bem como não impactar o ambiente. Sendo assim, este trabalho realizou um levantamento quali-quantitativo, utilizando o método de survey, que consistiu em aplicação de questionário aos responsáveis pelos laboratórios da Universidade a fim de verificar o tipo, a quantidade e a forma de descarte dos resíduos gerados. A análise dos resultados mostrou a necessidade de orientação em alguns setores, que não eram considerados geradores de resíduos, mas estavam fazendo o descarte de forma incorreta. Foi proposto, a partir deste estudo, um programa de gerenciamento e armazenamento dos resíduos perigosos e cursos de capacitação, que em curto prazo já apresentaram resultados econômicos e ambientais. Entretanto, espera-se futuramente recuperar e reutilizar os resíduos gerados, diminuindo assim os custos com a incineração.

Palavras-chave: Gestão de resíduos; Resíduos perigosos; Meio ambiente; Legislação.


INTRODUÇÃO

Atualmente, indústrias, instituições acadêmicas e órgãos do governo vêm buscando alternativas para o tratamento adequado dos resíduos gerados, em busca, por meio da conscientização, dos denominados 5R’s: reduzir, reutilizar, recuperar, reaproveitar e reprojetar (Nolasco et al., 2006; Dionizio, 2013).

Segundo a lei estadual n° 12.300 (São Paulo, 2006) o gerador de resíduos sólidos e quem os controla respondem por qualquer dano causado ao meio ambiente e devem ressarcir integralmente todas as despesas que a administração pública tenha tido devido à correção ou reparação do dano ambiental. Esta lei também preconiza a padronização dos descartes de resíduos e estabelece as responsabilidades dos geradores de acordo com suas consequências. As atividades acadêmicas devem estar de acordo ainda com a Lei de Crimes Ambientais n° 9.605 de 1998 (Brasil, 1998), que mais tarde foi complementada pela lei 12.305, Política Nacional de Resíduos Sólidos (Brasil, 2010). Estas leis preveem que toda atividade ou conduta geradora de resíduos tem a obrigatoriedade de gerenciá-los em conformidade com as leis vigentes. Portanto, é imperioso que as instituições acadêmicas desenvolvam programas de gerenciamento que destinem corretamente seus resíduos.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (United States Environmental Protection Agency – EPA) define que o resíduo sólido pode ser classificado como perigoso dependendo de: quantidade, concentração, características físicas, químicas, infecciosas e se este causa ou contribui para o aumento da mortalidade, das doenças graves (irreversíveis ou incapacitantes reversíveis), prejudica a saúde humana ou o meio ambiente quando estiver sendo tratado, armazenado, transportado, descartado ou gerenciado (Vesilind et Morgan, 2011).

Além disso, empresas e laboratórios têm obrigatoriedade de gerenciar todo resíduo gerado, conforme as leis vigentes, sendo que a pessoa jurídica, autora ou coautora de infração ambiental, poderá ser penalizada. No entanto, a punição pode ser eliminada caso se comprove a recuperação do ambiente danificado (Brasil, 1998).

Apesar da existência de leis, não havia, até a década de 70, uma preocupação das universidades com o descarte de seus resíduos e muito menos programas de gerenciamento de resíduos perigosos (Alberguini et al., 2005). Nos laboratórios das universidades existem dois tipos de resíduos gerados: o ativo, que é gerado rotineiramente nas atividades de ensino e de pesquisa e o passivo, muito comum, que são resíduos estocados sem rótulos (Jardim, 1998). As instituições de ensino superior e técnico, no Brasil, são responsáveis por cerca de 1% dos resíduos químicos gerados (Ashbrook et Reinhardt, 1985 apud Tavares et Bendassoli, 2005). Segundo Vogel (1981 apud Faria et al., 2010) mesmo o percentual sendo pequeno, ele é preocupante, dada a constância de tais resíduos no meio ambiente, o que pode culminar em graves prejuízos à fauna e à flora.

Diante do exposto, verifica-se a importância de se gerenciar de forma correta os resíduos gerados dentro de uma universidade. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo diagnosticar a atual situação da gestão dos resíduos perigosos na Universidade do Sagrado Coração (USC), visando mensurar a quantidade dos resíduos gerados, forma de armazenamento e descarte, para, posteriormente, identificar alternativas que possam gerar benefícios econômicos e ambientais.

REFERENCIAL TEÓRICO

Preocupação mundial com o meio ambiente

O assunto sobre desenvolvimento sustentável não é novo, teve início no final dos anos 1960, começo da década de 1970. Nesta época, foi publicado o livro intitulado “Os limites do crescimento” (Meadows et al., 1973), com o intuito de descrever as principais conclusões do relatório do Clube de Roma, que reuniu cientistas que elaboraram banco de dados para projetar tendências futuras do planeta (Hobsbawm, 1995 apud Baumgarten, 2004). O livro trouxe a ideia de que, a longo prazo, haveria esgotamento dos recursos não-renováveis do planeta se a população continuasse a crescer no mesmo ritmo (Meadows, 1984 apud Baumgarten, 2004).

Em 1972, houve a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e nela se iniciou o conceito de Eco-Desenvolvimento. Após 20 anos desta conferência, outra aconteceu no Rio de Janeiro, em 1992, com a proposta de “salvar o planeta” (Bursztyn, 1995).

Entre as duas conferências, em 1983, criou-se a Comissão Mundial sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, na esfera da Organização das Nações Unidas (ONU), que se configura como um marco significativo no debate sobre as relações entre o meio ambiente e o desenvolvimento capitalista (Baumgarten, 2004).

Segundo Baumgarten (2004), em 1991 foi criado o documento “Informe Brundtland”, sob o título “Nosso Futuro Comum”, divulgado pela ONU, que continha o resultado dos trabalhos da Comissão Mundial sobre o Ambiente e Desenvolvimento. Os principais temas tratados foram: relação entre população e alimentos, ecossistemas e recursos biológicos, produção de energia e indústria, urbanização, paz, ambiente, desenvolvimento e cooperação internacional, todos com ênfase aos riscos para a humanidade.

Somente em 1995, foi criada, em São José na Costa Rica, uma organização com foco nas universidades, era a Organização Internacional de Universidade pelo Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (OIUDSMA). Seu objetivo era atuar como uma rede de instituição de ensino superior para desenvolver programas e pesquisas no campo do meio ambiente e desenvolvimento sustentável (Oiudsma, 2002 apud Tauchen et Brandli, 2006; Furiam et Gunther, 2006).

Recentemente, em 2012, aconteceu na cidade do Rio de Janeiro a RIO+20, e, segundo o secretário da ONU, Ban Ki-moon, o documento criado a partir da conferência “fornece fundação firme para um bem-estar social, econômico e ambiental”. A RIO+20 teve como tema “O Futuro que Queremos” e foi resumida como “uma oportunidade histórica para definir os caminhos para um mundo mais seguro, igualitário, limpo, verde e próspero para todos”.

Diante do exposto, verifica-se que diversas nações estão buscando há anos colocar em prática todas as políticas verdes relacionadas à sustentabilidade, porém as únicas que se vê são de algumas empresas que buscam certificações, a fim de mostrar que estão fazendo sua parte para a preservação do meio ambiente. O governo não proporciona, na maior parte das vezes, incentivos para que toda a população se conscientize a fim de que todos tenham práticas sustentáveis desde o simples descarte correto dos seus resíduos gerados em casa. Para que todos tenham a prática de vida sustentável é necessário mudar a cultura da população, iniciando-se com a educação sustentável nas escolas, para assim, tornar o gerenciamento de resíduos a rotina de todos.

Histórico de universidades

As universidades vêm criando um compromisso com o gerenciamento de seus resíduos, visando assim a minimização dos impactos ambientais, isso tem ocorrido devido à sensibilização de professores, alunos e funcionários (Furiam et Gunther, 2006). A partir da década de 70, várias universidades implantaram programas de gerenciamento de resíduos, como: Califórnia, Winscosin, Estado do México, Illinois, Minnesota e Princeton (Izzo, 2000 apud Nolasco et al., 2006).

Segundo Delgado et Vélez (2005 apud Tauchen et Brandli, 2006), existem cerca de 140 instituições de ensino superior que praticam políticas ambientais (Demaman et al, 2004; Sassiotto, 2005; Tavares et Bendassolli, 2005, Araújo et Viana, 2012), sendo que somente 10 possuem a certificação da ISO 14.001 (ISO, 2004), como a Universidade da Organização das Nações Unidas, em Tóquio no Japão (Delgado, 2005). A NBR ISO 14.001:2004 especifica os requisitos relacionados a um sistema da gestão ambiental, que permite desenvolver e implantar uma política com o objetivo de atender os requisitos legais e outros requisitos estabelecidos pela norma referentes aos aspectos ambientais (Oliveira et Pinheiro, 2010; ISO, 2004; Brasil, 1997).

Há relatos de instituições no Brasil que realizam a gestão dos seus resíduos no livro “Gestão de Resíduos em Universidades”, sendo mencionadas as universidades: UCS - Caxias do Sul, UFRGS - Federal do Rio Grande do Sul, UNICAMP - Estadual de Campinas, UFSM - Federal de Santa Maria, UNISC - Santa Cruz do Sul, ESALQ e IQ - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” e Instituto de Química da Universidade de São Paulo, UFPEL - Federal de Pelotas, UEFS/Ba - Estadual de Feira de Santana e Unisinos-Vale do Rio dos Sinos como a primeira Universidade da América Latina a ter o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) nos padrões da NBR ISO 14.001:2004 (Conto, 2010; 2012).

No entanto, podemos ainda citar exemplos de universidades que estão adotando programas de gerenciamento de seus resíduos há alguns anos, como: CENA/USP - Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Tavares et Bendassolli, 2005); DQ/UFPR - Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (Cunha, 2001); EACH - Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (Araújo et Viana, 2012); FURB - Fundação Universidade Regional de Blumenau (Zanella, 2004 apud Nolasco et al., 2006); IQ/UERJ - Instituto de Química da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Barbosa et al., 2003); IQ/UFRGS - Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Amaral et al., 2001); IQ/USP - Instituto de Química da Universidade de São Paulo (Di Vitta et al., 2002 apud et al., 2006); IQSC/USP - Instituto de Química da Universidade de São Paulo do Campus São Carlos (Alberguini et al.,2003); UCB - Universidade Católica de Brasília (Dalston et al., 2004 apud Nolasco et al., 2006); UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro (Afonso et al., 2004 apud Nolasco et al., 2006); UFSCar - Universidade Federal de São Carlos (Sassiotto et al., 2004 apud Nolasco et al., 2006); UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (Alberguini et al., 2005); UNICAMP - Universidade de Campinas (Alberguini et al., 2005); UNIVATES - Unidade Integrada Vale do Taquari de Ensino Superior – Lajeado/RS (Bersch et al., 2004 apud Nolasco et al., 2006); URI - Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (Demaman et al., 2004); UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Francisco Beltrão (Gonçalves et al., 2010).

Verifica-se, diante do exposto, que algumas universidades iniciaram ações com relação ao gerenciamento dos resíduos químicos utilizados nas atividades de ensino e pesquisa, no entanto, os protocolos de laboratórios e procedimentos administrativos para o descarte regulamentar dos resíduos ainda são pouco alinhados com as políticas públicas e, por isso, poucos centros universitários estão aptos conforme os requisitos legais (Jardim, 1998; Afonso, 2003 apud Tavares et Bendassolli, 2005).

Universidade do Sagrado Coração

A história da Universidade do Sagrado Coração (USC, 2014) iniciou-se em 20 de outubro de 1953 e desde então busca formar profissionais, tendo como premissa a consciência do dever social. Hoje, a Universidade está sob o comando da Reitora Irmã Susana de Jesus Fadel e é constituída por aproximadamente 6 mil alunos, distribuídos nos cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado.

A USC possui projetos de extensão, a fim de transmitir princípios étnicos, filosóficos, pedagógicos e científicos indissociáveis do ensino e da pesquisa. Sendo que um dos seus principais objetivos é a inclusão da educação ambiental e do desenvolvimento sustentável como componentes das atividades de extensão.

Os projetos de extensão são divididos em áreas temáticas que correspondem aos campos teóricos do conhecimento seguindo as recomendações do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas, que são: comunicação, cultura, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, desenvolvimento socioeconômico, gestão e cidadania e trabalho.

O campo teórico do meio ambiente segue a linha de preservação e sustentabilidade, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, desenvolvimento regional sustentável, aspectos de meio ambiente e sustentabilidade do desenvolvimento urbano e do desenvolvimento rural, capacitação e qualificação de recursos humanos e de gestores de políticas públicas de meio ambiente, educação ambiental, gestão de recursos naturais e sistemas integrados para bacias regionais.

Em 2009 os projetos de extensão na área de meio ambiente realizados pela Universidade foram: EPE – Estudos dos Problemas Ecológicos, Flora Urbana de Piratininga e Igaraçu do Tietê, Museu Interativo de História Natural e Projeto Araribá. Em 2010, os projetos foram: Criação do Portal de Sustentabilidade da USC e Design de Produtos Sustentáveis para a terceira idade. Em 2011: Controle Físico-Químico no Tratamento de Efluentes, Flora Urbana de Piratininga, Projeto Araribá, Árvores Urbanas Imunes ao Corte de Bauru, Museu de Zoologia e História Natural, Manutenção do Portal de Sustentabilidade, Canteiro Vivo e Tratamento de Resíduos: Recuperação de Prata por Eletrodeposição e de Radiografias. Em 2012, foram os seguintes: Absorção de Hormônios Estrogênicos Presentes em Águas e Esgotos da Região de Bauru, Canteiro Vivo, Design Sustentável e Inclusão Social, Habit - Ação Social, Programa de Recuperação da Área de Preservação Permanente do Córrego “Campo Novo”, Reciclagem de Óleo Comestível para a Produção de Sabão, a Economia Solidária com um Princípio de Organização do Trabalho: Formação e Assessoria Técnica para os Catadores, Reutilização dos Resíduos de Madeira e Ecodesign + Reciclagem Digital, Cidadania e Sustentabilidade Ambiental e Reutilização de Resíduos e o Ecodesign. Em 2013, foram: Economia Solidária com um Princípio de Organização do Trabalho: Formação e Assessoria Técnica para os Catadores da Contramat, Canteiro Vivo e Reutilização de Resíduos de Madeira e o Ecodesign. A partir de 2014 os projetos foram agrupados em programas, sendo que, para a área ambiental temos o Coleta seletiva com os projetos Reger-Redução da Geração de Resíduos e Sistema de Gestão nas Cooperativas (USC, 2014).

Todos estes projetos realizados pela USC mostram a preocupação com o meio ambiente e sua preservação, no entanto, ainda não havia na Universidade um correto gerenciamento e armazenamento dos resíduos perigosos, principalmente os químicos, e nem um projeto que abordasse essa temática, sendo assim, esse trabalho foi de suma importância para a elaboração e implementação desse plano de gestão dos resíduos perigosos.

OBJETIVOS

Identificar e quantificar os resíduos perigosos gerados na Universidade do Sagrado Coração (USC) de forma a propor estratégias para que os resíduos gerados sejam tratados e reutilizados no âmbito da Universidade quando possível e, quando for necessário o descarte, elaborar um plano de gerenciamento e armazenamento de resíduos, além de capacitar as pessoas desta instituição para a correta separação dos mesmos.

METODOLOGIA

Para a realização deste estudo, primeiramente foi feita a revisão da literatura para definição do melhor tipo de questionário a ser aplicado na pesquisa de campo, sendo adotado o método quantitativo-descritivo, que corresponde à investigação empírica, com o objetivo de conferir hipóteses, delineamento de um problema, análise de um fato, avaliação de programa e isolamento de variáveis principais. É uma pesquisa quantitativa, que usa técnicas de coleta de dados, que podem ser: entrevistas, questionários, formulários para levantamento dos dados e emprega-se o procedimento de amostragem (Marconi et Lakatos, 1996).

Após a pesquisa inicial, foi realizada entrevista com os funcionários de todos os laboratórios de ensino e pesquisa da Universidade por meio da aplicação de um questionário baseado no método de Survey, definido com a obtenção de dados ou informações sobre características, ações ou opiniões de determinado grupo de pessoas, indicado como representante de uma população alvo (Pinsonneault et Kraemer, 1993 apud Freitas et al., 2000).

Para a elaboração do questionário (Figura 1), foram utilizadas como base as Normas da ABNT, relacionadas a resíduos (ABNT, 2004ª; 2004b; 2004c), a Lei de Crimes Ambientais n° 9.605 (Brasil, 1998), a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente n° 6.938 (Brasil, 1981) e Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) (Brasil, 2010).

Figura 1. Questionário aplicado nos laboratórios da Universidade do Sagrado Coração

Figura 1

Fonte: Os autores

A pesquisa de campo foi realizada utilizando o questionário em entrevista pessoal com o responsável de cada setor. A Universidade do Sagrado Coração possui atualmente 58 Laboratórios que funcionam no âmbito do ensino, pesquisa e extensão, atendendo não só alunos e funcionários como também a comunidade. No entanto, como este trabalho visa o gerenciamento dos resíduos perigosos, químicos, serão descritos apenas os locais em que os respondentes afirmaram haver a utilização e descarte destes resíduos.

Desta forma, o estudo foi feito com as respostas dos 13 laboratórios que confirmaram que geram resíduos perigosos: Anatomia, Biologia, Biotério, Design, Engenharia Civil, Estética, Fotografia, Herbário, Laboratório de Análises Clínicas (LAC), Odontologia, Pós-graduação (Laboratórios de Pesquisa), Química e Sucroalcooleira.

RESULTADOS

Com relação ao correto descarte dos resíduos perigosos, verificou-se que há consciência por parte dos funcionários e alunos em dez locais e apenas pelos funcionários em três locais. Porém, notou-se que nenhum dos laboratórios entrevistados indicou que os visitantes e/ou pacientes possuem consciência do descarte correto dos resíduos perigosos, mesmo em locais onde ocorre o descarte por essas pessoas. Sendo assim, verifica-se a necessidade de elaboração de manuais e divulgação sobre o correto descarte de produtos perigosos para a população em geral, que, em sua maioria, só conhece sobre o descarte de resíduos sólidos. E isso foi apontado pelos entrevistados, que alegaram que este fato se deve à falta de um plano de gerenciamento de resíduos.

Com os dados coletados, a Figura 2 apresenta a porcentagem de resíduos gerados por cada laboratório.

Figura 2. Porcentagem de resíduos perigosos gerados nos laboratórios da USC

Figura 2

Fonte: Os autores

A alta produção de resíduos pelos laboratórios de biologia, pós-graduação e química são justificados pela relação de cursos e número de alunos que utilizam destas instalações nas disciplinas da graduação ou nas pesquisas de iniciação científica, mestrado ou doutorado. O laboratório de biologia pertence ao Centro de Ciências da Saúde, que possui dez cursos de graduação com um total de 1384 alunos que utilizam esse laboratório para as atividades práticas das mais diversas disciplinas, já o laboratório de química pertence ao Centro de Ciências Exatas e é utilizado por 9 cursos de graduação que possuem um total de 838 alunos. Os laboratórios da pós-graduação são utilizados pelos alunos de iniciação científica (143 alunos), mestrado (18 alunos) e doutorado (18 alunos), e estes números nos mostram que a produção de resíduos na pesquisa é maior que a produção nas aulas de graduação.

Quando questionados sobre como é realizado o descarte de resíduos no local, os respondentes afirmaram que fazem o armazenamento em frascos, mas sem uma correta separação e etiquetas de identificação. Os laboratórios de Biologia e o Biotério fazem prévia neutralização dos contaminantes e descartam em rede pública. O LAC, Odontologia e Pós-graduação fazem o correto armazenamento e encaminham os resíduos para uma empresa terceirizada. No entanto, verificou-se que, nos laboratórios onde aparentemente não haveria produção de resíduos perigosos, os mesmos foram encontrados, como por exemplo, no Laboratório de Design. Neste local, foram encontrados resíduos que são acumulados com a lavagem dos recipientes utilizados em aula e armazenados em uma pequena caixa d’agua que fica debaixo dos tanques do laboratório, e que deveriam ter o descarte correto, já que estão contaminadas, mas devido à falta de um plano de gestão e também de informação, esses resíduos estavam sendo descartados na rede pública de esgoto.

Após a implantação deste trabalho, os resíduos dos vários laboratórios estão sendo destinados ao Laboratório de Química, que é o único setor que gerencia e armazena corretamente esses resíduos. De acordo com a RDC No. 306/04 (Brasil, 2004), resíduos químicos que demonstrarem risco à saúde humana e/ou animal ou ao meio ambiente, caso não sejam submetidos à etapa de recuperação, reutilização ou reciclagem, devem receber tratamento ou uma disposição final específica.

Com relação à reutilização de resíduos tratados, dos 13 locais, somente o Laboratório da Pós-Graduação não reutilizaria resíduos tratados, devido à necessidade de pureza exigida para os experimentos ali realizados. No entanto, é unânime que aceitariam trabalhar com material de reuso desde que os mesmos se encontrassem dentro dos parâmetros de qualidade.

Verificou-se, a partir deste estudo, que a maior quantidade dos resíduos é proveniente de álcool etílico, utilizado para diversos fins, desde limpeza e higienização até mesmo para reações químicas ou procedimentos experimentais e o xileno, que é utilizado normalmente para experimentos histológicos, imunológicos, além de ser um bom solvente. Outro composto que também é descartado são os ácidos, que poderiam ser reutilizados para precipitação de metais, caso a Universidade tivesse um laboratório de tratamento e recuperação de resíduos. O álcool e o xilol também seriam facilmente recuperados por meio de destilação fracionada, gerando assim, uma economia com a compra desses produtos. No entanto, em se tratando de resíduos perigosos, algumas das substâncias utilizadas não possuem forma de tratamento e recuperação, sendo assim o mais indicado é o encaminhamento para incineração.

Diante do exposto, para uma possível implantação de um Laboratório de Resíduos, que foi pedido por muitos dos entrevistados, será necessária uma análise da viabilidade técnica-econômica e não apenas o foco ambiental, pois os custos são elevados (energia, pessoal, materiais) e fixos, enquanto que a contratação de empresa terceirizada, que se encarregaria do descarte, gera gastos semestrais. Sendo assim, a princípio, o ideal seria fazer o gerenciamento para armazenamento e descarte terceirizado dos resíduos de forma correta e num futuro próximo analisar se é viável a construção de um laboratório para recuperação desses resíduos.

Após qualificar os resíduos gerados ficou evidente outro fator muito importante, o ser humano (Brasil 2009a). O ótimo resultado do programa de gerenciamento de resíduos está intimamente ligado à mudança de atitude de todos os participantes da instituição, alunos, funcionários, professores, direção e terceirizadas. Por meio das entrevistas, foi possível verificar o que, na opinião dos respondentes, precisa de alteração para que os laboratórios participem ativamente de um programa de gerenciamento de resíduos, conforme demonstrado na Figura 3.

Figura 3. Necessidades apontadas pelos entrevistados para a participação efetiva dos laboratórios no gerenciamento dos resíduos perigosos

Figura 3

Fonte: Os autores

Verifica-se que a infraestrutura precisa ser melhorada, pois alguns entrevistados disseram não haver frascos suficientes e apropriados para a realização do armazenamento para posterior descarte. Para isto sugere-se que ao deixar um frasco com resíduo, outro seja fornecido para os descartes posteriores. Foi providenciada, mediante divulgação deste estudo, uma central para recebimento dos resíduos e também padronização para identificação adequada dos frascos.

Outro item que precisa ser levado em consideração no processo de implantação de um plano de gerenciamento é a logística do transporte dos resíduos, que deve ser mais eficiente, pois quando realizada de forma inadequada pode causar sérios danos à saúde humana e ao meio ambiente (Brasil, 2009b).

E novamente fica claro que o sucesso de qualquer programa é a conscientização das pessoas envolvidas, pois, se as mesmas não acreditarem e não souberem dos malefícios causados pelo descarte indevido dos resíduos perigosos, nada será realizado. Grande parte dessa conscientização é criada na formação do ser humano, porém quando lhe falta, há a necessidade de palestras, divulgação de fatos reais, textos, livros e esclarecimentos sobre o assunto.

Este estudo mostra a importância de se implantar um plano de gerenciamento e armazenamento de resíduos perigosos nas universidades, visto que a quantidade gerada por muitas universidades é significativa, prejudicando assim, o ambiente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise dos resíduos gerados na Universidade do Sagrado Coração, realizada mediante entrevistas com os envolvidos, foi de grande importância para detectar quais os tipos de resíduos e a quantidade que são gerados, o que é e como é realizado atualmente o descarte, as ideias e pensamentos dos funcionários sobre os resíduos perigos e a implantação do plano de gerenciamento e armazenamento de resíduos químicos ou perigosos, dentre outras coisas.

A abordagem do trabalho sugere que estudos posteriores deverão quantificar de forma mais precisa os resíduos gerados, visando elaborar um estudo de viabilidade técnica-econômica para a instalação de um Laboratório de Resíduos; realizar uma análise comparativa com outras instituições que já possuem laboratórios destinados ao tratamento de seus resíduos, verificando o custo-benefício e assim servir de base para que outras universidades possam colocar em prática o gerenciamento dos resíduos perigosos.


REFERÊNCIAS

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